Como evitar o aparecimento de pragas e doenças nas hortas

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As pragas e doenças são o maior pesadelo de quem tem uma horta. É importante tomar medidas para tentar evitar ao máximo que as pragas ou doenças afetem as plantas que temos em cultivo.

Vamos mencionadas algumas medidas gerais, ou seja, valem para diversas hortaliças, para evitar o aparecimento de pragas e doenças ou reduzir seu efeito:

É importante inspecionar os cultivos com frequência para identificar possíveis focos de doença quando ainda estejam na sua fase inicial para tomar as providências necessárias.
As plantas infectadas com viroses devem ser eliminadas da lavoura o mais rápido possível, principalmente no início do ciclo, para evitar que sirva como fonte de inóculo para plantas sadias.

Utilização de sementes certificadas e produção de mudas em viveiros protegidos com tela antiafídeos e distantes de áreas de cultivo em final de ciclo e contaminadas com pragas e doenças.

Escolher para instalação da cultura uma área com boa insolação, bem drenada e arejada.

Realizar as pulverizações de preferência de forma preventiva, quando as condições climáticas forem favoráveis a uma determinada doença. Após o seu estabelecimento, a maioria das doenças não pode mais ser controlada.

Junto das plantações deve evitar o máximo possível o trânsito de pessoas e de máquinas que podem levar estruturas de patógenos de uma área para outra.

Destruir os restos culturais, que normalmente hospedam populações de patógenos e insetos. Esta destruição pode ser feita por enterrio profundo ou queima controlada.

Realizar rotação de culturas, de preferência com gramíneas, como o milho ou outros cereais e hortaliças folhosas. Evitar outras cucurbitáceas, pimentas e pimentão na proximidade da área cultivada ou como rotação.

Fazer uma adubação balanceada, baseada em análise do solo. Falta ou excesso de nutrientes são causas frequentes de distúrbios fisiológicos graves.

O uso de mudas em vez de plantio direto na cova pode auxiliar na prevenção de doenças, por manter as mudas em locais protegidos e de mais fácil cuidado, na fase do ciclo em que as plantas são mais sensíveis.

Evitar o excesso de água na irrigação, pois este é o fator que mais afeta o desenvolvimento de doenças, em especial aquelas associadas ao solo.

Usar água de irrigação de boa qualidade, que não tenha sofrido contaminação antes de chegar à propriedade.

Controlar os insetos que são vetores de viroses, como pulgões e tripes, e que provocam ferimentos nas plantas.

Evitar ferimentos à planta durante as operações de capinas, irrigação ou outros tratos culturais.

Estabelecer antes do plantio as barreiras ou quebra ventos com faixas de milho, cana ou capim elefante.

Para o controle de oídio a medida curativa adotada é a aplicação de fungicidas. Mas isso se justifica somente quando a doença está começando e a cultura está no início da fase produtiva, porém quando a doença já está bem instalada, as condições climáticas são favoráveis à doença e no final de ciclo da cultura, não justifica medidas curativas. No caso de Phytophthora capsici, viroses, nematoides e até mesmo o míldio em condições favoráveis à doença, não existem medidas curativas eficientes, quando aparecem, a melhor medida é colher os frutos saudáveis e eliminar as plantas atacadas.

O manejo preventivo é mais que necessário, pois além de favorecer uma maior produtividade, sem ele as medidas de controle perdem sua eficiência, e para muitas doenças e pragas não existe meios curativos economicamente eficientes e ecologicamente corretos.

Quando as condições ecológicas estão equilibradas e as ambientais são favoráveis à cultura da abóbora japonesa, pode-se prevenir a ocorrência de pragas e doenças, caso contrário, tornam-se problemas sérios e de difícil resolução. Em pequenas produções existem inseticidas naturais como óleo de nim, extrato de fumo, óleo mineral, sabões, dentre outros, que são utilizados para o controle de pragas. Na prevenção de doenças existe a calda bordalesa, utilizada como fungicida, e a solução de leite cru (5%), utilizada no controle do
oídio, já que há plantações domo a das abóboras que são sensíveis a caldas a base de enxofre, como a sulfocálcica.

Não existem métodos curativos para o controle de viroses e, considerando-se que uma vez as plantas
infectadas, não há como reverter a situação, assim, as medidas a serem recomendadas devem ser de caráter preventivo, visando evitar a ocorrência da infecção ou reduzir a incidência destas doenças na área e consequentemente, minimizar o seu efeito na produtividade e na qualidade dos frutos. Dessa maneira, a forma mais eficiente e econômica seria a utilização de resistência genética, porém a maioria das cultivares de abóbora japonesa disponíveis no mercado apresentam suscetibilidade às principais viroses da cultura. Outras medidas preventivas seria o controle de vetores e focos da doença, como eliminação de lavouras velhas contaminadas.

É importante observar que o uso de inseticidas após o início da floração pode prejudicar a polinização, assim nesse período, a sua aplicação não deve ser realizada pela manhã, quando as abelhas e vespas estão em intensa atividade.

A utilização de agrotóxicos deve ser feita por recomendação e orientação de um técnico ou engenheiro agrónomo responsável, em função da possibilidade de surgimento das doenças e multiplicação das pragas.

Não existem produtos homologados que controlem doenças de solo, em especial Phytophthora spp., nem para algumas pragas que eventualmente podem causar grandes prejuízos como a lagarta-rosca (A. ipsilon), o percevejo escuro (L. gonagra) e as formigas cortadeiras (Atta spp. e Acromyrmex spp.).

Também não há registro de produtos em formulações para tratamento de sementes e para aplicação no solo/ cova de plantio, visando o controle de pragas que atacam a cultura após a semeadura e logo após o estabelecimento das mudas (lagarta-rosca, larvas de vaquinha e insetos sugadores). Portanto, estas práticas não são recomendáveis, devendo-se investir no manejo do ambiente de cultivo para o controle das pragas em questão.

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